Hoje foi o primeiro dia em que se reabriram as hostilidades entre os principais candidatos à vitória no Giro, após alguns dias de acalmia que se seguiram à etapa do Blockhaus, e provavelmente, a partir de agora, já não irão parar até final da competição.

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Nesta etapa 14 verdadeiramente louca e extremamente exigente, Richard Carapaz (Ineos Grenadiers) emergiu para conquistar a camisola rosa que tanto ambicionava e tornou-se desde já o maior (ou ainda maior) favorito ao triunfo final, apesar da pequena vantagem de sete segundos sobre Jai Hindley (Bora-Hansgrohe) e de 30 segundos para João Almeida (UAE Emirates.

O equatoriano não se enervou com o facto de a ofensiva da Bora-Hansgrohe à entrada dos últimos 75 km tê-lo deixado isolado da sua equipa, e esperou pelo momento que considerou ser o correto para atacar e tentar ganhar uma vantagem importante na classificação geral.

Este último objetivo não o atingiu. A incapacidade de alargar ou, pelo menos, manter a vantagem para Jai Hindley sugire que o líder da Ineos não é tão superior aos rivais como se (e talvez ele próprio) pensaria. De qualquer modo, conquistou a ‘maglia rosa’ e os 30 segundos para João Almeida já são uma margem de segurança, que certamente tentará alargar antes do contrarrelógio final. Além de que, logo atrás do português, Mikel Landa já está a 50 segundos.

“Na verdade, só posso estar muito satisfeito com esta etapa. Na fase final não tinha companheiros de equipa comigo, mas mesmo assim tentei atacar e escolher o momento certo. A batalha pelo Giro certamente ainda não acabou, mas acho que fizemos algo bom hoje. A partir de agora temos de pensar em defender a camisa rosa. Teremos uma semana bastante ocupada pela frente”, afirmou Richard Carapaz.

Com a camisa rosa na posse de Carapaz, a Ineos não deverá querer que as próximas etapas sejam tão caóticas quanto a de hoje. Mas as debilidades coletivas reveladas indiciam que a formação britânica pode não conseguir controlar a corrida como o equatoriano pretenderia, principalmente perante o bloco mais homogéneo da Bora, o que mantém a corrida muito aberta.

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Ficou claro que o quarteto Hindley, Emmanuel Buchmann, Wilco Kelderman e Lennard Kämna é uma ameaça terrível na montanha para os seus rivais. E enquanto Buchmann permanecer a uma distância relativamente ameaçadora para o líder da geral (1.58 minutos), a equipa alemã terá nele um ‘joker’ para jogar.

Carapaz e Hindley são agora os maiores favoritos à camisola rosa, mas com tanta imprevisibilidade, como a que assistimos hoje, e as diferenças curtas no topo da classificação geral, ainda está muita coisa por decidir e outros candidatos credíveis. Incluindo, obviamente, João Almeida.

Apesar de o português continuar a mostrar debilidades, como no Blockaus, lutando constantemente em constantes recuperações e, no final da etapa de hoje, para não se atrasar demasiado, a verdade é que limitou as perdas a meros segundos e permanece em terceiro a apenas 30 segundos de Carapaz. E se os seus adversários não o eliminarem, em definitivo, nas próximas jornadas, João Almeida vai continuar na luta pelo pódio – o seu objetivo – até final do Giro.

“Estou feliz com o meu desempenho. Tive de recuperar muito durante a etapa e foi difícil, mas acho que também foi para todos. As diferenças na classificação geral ainda são bastante reduzidas, então tudo ainda é possível.  Só precisamos de continuar a lutar e amanhã [domingo] haverá outra etapa difícil. Estamos ansiosos”, declarou João Almeida após a chegada, em Turim.

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